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Artista > Eduardo Gudin
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Eduardo dos Santos Gudin nasceu no dia 14 de outubro de 1950, na cidade de São Paulo. Compositor, cantor, instrumentista (violonista), arranjador, produtor musical, aprendeu a tocar violão aos 13 anos de idade.
Em 1966, aos 16 anos, Gudin é convidado por Elis Regina para o programa "O Fino da Bossa", quando participa como solista de violão, marcando sua estréia nos palcos. Nesta fase, Gudin estava estudando violão popular e erudito com Antonio Ramos.
Nos famosos festivais musicais promovidos pela TV Record, no final da década de 60, classifica-se, em 1968, ao lado de já consagrados nomes, como Chico Buarque, Edu Lobo, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, com Choro do Amor Vivido, cujo arranjo foi feito por Hermeto Pascoal - seu primeiro para orquestra - música que lança Gudin como compositor. Gostei de Ver é outra de sua autoria, classificada em 3º lugar em 1969, no mesmo festival em que Paulinho da Viola é o vencedor com a famosa Sinal Fechado.
É com o maestro Theo de Barros que Gudin inicia os estudos de harmonia e improvisação, em 1969. Em 1970, grava seu primeiro disco compacto e dá início à parceria com Paulo Cesar Pinheiro. Com ele vence o Festival Universitário da Canção, com a música E Lá se Vão Meus Anéis, o primeiro grande sucesso do grupo Os Originais do Samba.
Já contratado pela gravadora Odeon, continua participando e classificando-se em grandes festivais.
Seu primeiro LP é gravado em 73, época em que também começa a ser gravado por outros intérpretes, como MPB4, Beth Carvalho, Maria Odete, Elizeth Cardoso, Os Originais do Samba, Jair Rodrigues e Clara Nunes.
Grava em 1974 o LP O Importante é que A Nossa Emoção Sobreviva (Odeon), em parceria com Paulo César Pinheiro e a cantora Márcia, alcançando repercussão nacional com o disco e os shows realizados por todo o Brasil.
Seus próximos discos são: Mãos Vazias (75 - Odeon) e O Importante é que A Nossa Emoção Sobreviva - vol. 2, gravado ao vivo no Teatro Ginástico, do Rio de Janeiro. Nesta época inicia sua carreira de arranjador.
Participa como músico e arranjador além de ser o produtor do LP Ronda, da cantora Márcia.
Nesse período, Gudin estuda com dois importantes maestros da nossa música - orquestração, princípios básicos, com o maestro Nelson Ayres; e orquestração, aperfeiçoamento, com o maestro Leo Peracchi.
Grava, então, seu 3º. LP, Coração Marginal, pela Gravadora Continental (1977), destacando-se neste trabalho como músico, intérprete, compositor e arranjador.
Já no final da década de 70, realiza turnê pelas principais cidades brasileiras, totalizando mais de 100 shows, em parceria com Márcia e Roberto Riberti.
Em seguida, lança o LP Fogo Calmo das Velas, o 6º. de sua carreira (1981 - Continental).
Em 1983 grava o LP Ensaio do Dia (Continental) com músicas criadas em parceria com Aldir Blanc, Adoniran Barbosa, Fernando Brant, Costa Netto, Arrigo Barnabé, Roberto Riberti, Paulo Vanzolini, Elton Medeiros e Sergio Natureza, ampliando desde então seu leque de parceiros.
Uma das qualidades de Gudin é descobrir novos talentos, característica evidenciada pelo lançamento da cantora Leila Pinheiro, intérprete de sua composição Verde, classificada em 2º lugar no Festival promovido pela TV Globo, em 1985.
As participações de tão especiais intérpretes e músicos como Roberto Sion, Eliete Negreiros, Hermeto Pascoal, Heraldo do Monte e Vânia Bastos, além de grande orquestra executando arranjos do próprio Eduardo Gudin, enriquecem seu novo LP Balãozinho (1986 - Continental).
A temporada de shows com Vânia Bastos no Sesc Pompéia teve como resultado um novo disco: Eduardo Gudin e Vânia Bastos (1989 - Eldorado).
Gal Costa, Vânia Bastos, Leila Pinheiro e Paulinho da Viola gravam expressivas composições de sua autoria. Arrigo Barnabé grava Cidade Oculta que é tema do filme com o mesmo nome.
Após uma boa temporada de shows com Vânia Bastos e Leila Pinheiro, dedica-se no ano de 1994 a compor, fazer arranjos e prepara-se para a gravação de uma de suas obras primas, o CD Eduardo Gudin & Notícias Dum Brasil, que é lançado no ano seguinte e revela a cantora Mônica Salmaso, solista do grupo na ocasião.
No ano de 1996 Gudin reencontra Márcia e Paulo César Pinheiro no show Tudo que mais nos Uniu, que resulta num CD gravado ao vivo no SESC Pompéia, com as músicas do LP O Importante é que a Nossa Emoção Sobreviva e algumas inéditas. Durante este mesmo ano, Gudin estuda orquestração, arranjos e harmonia com o prof. Cláudio Leal Ferreira.
No ano seguinte realiza o projeto Notícias Dum Brasil, no SESC POMPÉIA, do qual participam Hermeto Pascoal, Guinga, Vânia Bastos, além das cantoras Maria José, Maria Martha e Luciana Alves.
Em 1998 participa do projeto Chorando Alto, juntamente com seu grupo Notícias Dum Brasil, com absoluto sucesso, executando repertório autoral de choros com letra, e choro inédito, instrumental, composto especialmente para o evento, com o título de Jacob.
Ainda neste ano grava o CD Notícias Dum Brasil - Pra Tirar O Chapéu, premiado pelo jornal O Globo do Rio de Janeiro, entre os oito melhores do ano; é ainda escolhido o melhor disco do ano pelo júri altamente especializado do Prêmio Movimento de Música.
Em 1999 participa, com grande destaque, ao lado de Paulinho da Viola e Zélia Duncan do projeto Samba no Tom, na Casa Tom Brasil, com o grupo Notícias Dum Brasil. Deste projeto participam também Elton Medeiros, Hermeto Paschoal, Leila Pinheiro, Vânia Bastos, Chico César, Vânia Abreu, Toninho Carrasqueira. Nesse mesmo ano, Gudin realiza especial para a TV Cultura, gravado ao vivo no SESC Pompéia, com as participações de Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Hermeto Pascoal, Chico César, Vânia Bastos, Leila Pinheiro, Vânia Abreu, Toninho Carraqueira, Academia Paulista de Cordas e o grupo Notícias dum Brasil com nova formação.
Compõe juntamente com Nelson Motta e Arrigo Barnabé a música tema do filme Oriundi, e faz o arranjo para orquestra para a gravação de Zizi Possi.
Em 2000 é convidado a participar, juntamente com Arrigo Barnabé e Vânia Bastos, do concerto comemorativo dos 10 anos da Orquestra Jazz Sinfônica. Responsável, junto com Arrigo, pela formação da mesma, Gudin foi diretor Artístico da orquestra desde sua formação em 1989 até 1991.
Gudin comemora seus 50 anos com um show com Paulo César Pinheiro e Vânia Bastos no SESC Pompéia, em novembro de 2000. Passa todo o ano de 2000 criando arranjos e preparando-se para as gravações no final do ano e início do próximo, do CD Luzes da Mesma Luz (Dabliú Discos), que tem como intérprete a especial compositora e cantora Fátima Guedes, acompanhada por excelente orquestra formada por Gudin especialmente para este trabalho. São vinte instrumentos de cordas, nove sopros e músicos de base com bateria, baixo e percussão, todos guiados pelo violão de Eduardo Gudin. Este trabalho foi gravado nos estúdios do SESC Vila Mariana e lançado no teatro do mesmo. Do dia do lançamento, 09 de março, a 01 de abril, permaneceu no SESC Vila Mariana uma grande exposição sobre a vida artística de Eduardo Gudin - trajetória, obras, parcerias e intérpretes etc.
Juntamente com o CD Luzes da Mesma Luz, comemorativo dos 50 anos de idade do artista, a gravadora Dabliú relança os dois CDs Notícias Dum Brasil e prepara-se para relançar em CD, ainda este ano, o LP Ensaio do Dia. A repercussão deste recente trabalho tem sido muito grande, com total aceitação da crítica.
Em novembro de 2002 faz show com Mônica Salmaso no SESC Pompéia.
Em janeiro de 2003, Gudin abre com uma temporada de seis shows com Paulinho da Viola, no SESC Vila Mariana.
Em 2004 faz show com a Orquestra Jazz Sinfônica no Teatro Sergio Cardoso, com participação de Leila Pinheiro, Vânia Bastos e Fátima Guedes, com composições e arranjos de Gudin.
Em 2005 abre a temporada com a nova formação do seu grupo Notícias dum Brasil no SESC POMPÉIA e dá início ao seu novo CD.
Em seguida, em março, faz show com Francis Hime, Vânia Bastos e Olívia Hime no SESC Vila Mariana, também com orquestra.
Em janeiro de 2006 faz show com Notíicias Dum Brasil, pela primeira vez se apresentando completo em sua nova formação, no SESC Consolação.
Em seguida faz a direção musical de Na cadência paulista do samba, 5 espetáculos que reuniram artistas consagrados e caras novas do samba de São Paulo, na semana de aniversário da cidade. Gudin participa, ao lado das duas cantoras (Ilana Volcov e Selma Boragian) e acompanhado por orquestra, do show do último dia, que contou também com a presença de Márcia e Paulo Vanzolini.
Em setembro, no SESC Vila Mariana, faz shows de lançamento de seu novo cd: Eduardo Gudin e Notícias Dum Brasil - Um jeito de fazer samba.
Em janeiro de 2007, na comemoração do aniversário da cidade de São Paulo, o SESC homenagea Gudin por seus 40 anos de música. Para a ocasião foram selecionados alguns trabalhos que dimensionam suas várias faces, através de um roteiro especial que vislumbra a importância de sua obra no cenário da musical brasileiro. O projeto contou com a presença de parceiros e intérpretes como Paulinho da Viola, Élton Medeiros, Guinga, Vânia Bastos, Maria Rita, Ná Ozzetti, Dona Inah, Fátima Guedes, Jair Rodrigues, Mariana Aydar, Ilana Volcov, Selma Boragian, Thobias e ala da Vai-Vai, além da participação do próprio Gudin, autor dos arranjos, compostos especialmente para o evento, e executados por músicos também muito presentes na trajetória do compositor: Cristóvão Bastos, Zeca Assumpção, Guello, Teco Cardoso, Edson José Alves, Edu Ribeiro e Milton Mori.
Em abril Gudin e Leila Pinheiro se reencontram e interpretam, em seis apresentações no Teatro FECAP, um repertório especialmente selecionado para o evento.
Em 2008, Gudin dá continuidade à divulgação de seus trabalhos junto ao seu grupo, Notícias Dum Brasil, em shows pelo país. Em 2008, volta a se encontrar com Leila Pinheiro no Teatro FECAP, para o pré-lançamento do CD Pra Iluminar, gravado ao vivo no mesmo local, em 2007.
Em 2009 Eduardo Gudin e Leila Pinheiro lançam o CD Pra Iluminar no Teatro Rival (RJ), com grande repercussão e elogios da imprensa.