Parcerias

No início da carreira de Toquinho, suas primeiras canções foram criadas em parceria com Vitor Martins (“Belinha”), Chico Buarque (“Lua cheia”, “Samba de Orly” e “Samba pra Vinicius”), Paulo Vanzolini (“Boca da Noite”, “Noite longa” e “No fim não de perde nada”) e JorgeBen (“Que maravilha” e “Zana”). Seu parceiro maior, evidentemente, foi Vinicius de Moraes. Porém, ao longo de sua trajetória musical, teve outros parceiros importantes, com os quais criou músicas que se tornaram sucessos nacionais e internacionais.

Gianfrancesco Guarnieri

Em “Castro Alves…”, Toquinho não participava tocando. Fez as músicas e orientou na direção musical. O espetáculo ganhou o prêmio de melhor do ano e a música-tema, “Meu tempo e Castro Alves”, chegou a fazer um sucesso razoável. Nessa peça, a censura não atrapalhou. O mesmo não aconteceu, porém, no segundo trabalho que fizeram juntos: “Um Grito Parado no Ar”.

A terceira fase da parceria Toquinho/Guarnieri deu-se com a peça “Botequim”, apresentada antes no Rio de Janeiro, no Teatro Princesa Isabel. Depois foi trazida para o Teatro Anchieta, em São Paulo, contando com a participação da cantora Marlene e com a direção de Antônio Pedro. Era o retrato da ditadura que provocava no povo a omissão e a cautela.

Esses três trabalhos musicais de Toquinho e Guarnieri ficaram condensados num LP da RGE, lançado em 1973: “Botequim”. Nele, Toquinho e Marlene interpretam, às vezes juntos, outras separados, as canções: “Quem sabe mais”, “Esperando por você”, “Canção do medo”, “Meu tempo e Castro Alves”, “Sou assim”, “Quanto vale uma criança”, “Mesa de bar”, “Dane-se”, “Vem amor, vem vingança” e “Bobeou, não vai entender”. A censurada “Um grito parado no ar” foi gravada com orquestra e coro; e a “Embolada de carrapato”, falada por Guarnieri, que no texto da contracapa resume sua ligação musical com Toquinho: “Essas músicas são o resultado de um grande entendimento, de uma parceria que surgiu espontaneamente, transformando o trabalho num jogo estimulante e alegre, muito alegre, mesmo nas melodias tristes ou na melancólica constatação dos fatos. E pensando nesta contradição descobrimos nosso otimismo. Acreditamos”. Dizia mais, Guanieri, de Toquinho: “A linha do Toquinho é estar de bem com a vida. Eu entendia e respeitava a posição dele; e ele, por outro lado, respeitava a minha integralmente. Ele vinha com tudo, ânimo e talento, somados. Porque era necessário musicalmente. Criava as músicas com o sentido musical daquilo que estava sendo dito. O que manda no Toquinho é o extraordinário músico que ele é. Um instrumentista que domina o instrumento do jeito que ele domina – essas pessoas são diferentes, são outra coisa. São pessoas que têm uma independência interior muito grande e exigem uma boa proposta artística. Nas nossas conversas, nunca tivemos nenhum tipo de atrito ideológico. Temos o mesmo nível de compreensão das coisas. Éramos autênticos e sinceros nas coisas”.
Numa parceria desse gênero, teatral, o tema da própria peça predomina nas músicas. Na visão de Toquinho, esse aspecto facilita o compositor. “A gente não percebe que o trabalho está sendo feito de tanto que se envolve com ele. Quando termina, até se espanta com o tamanho dele. A música que fazemos para o teatro visa determinada coisa, não precisamos ficar esperando a divina inspiração. É um trabalho por encomenda, e as coisas encomendadas são mais lógicas, pois já chegam com uma idéia inicial. Não se precisa gastar energia à toa. Além do outro lado saboroso que essa relação me proporcionou, o de conhecer Guarnieri na sua intimidade de autor. Ele trabalhava em cima da hora. Sempre gostei desse ritmo de teatro que exclui o cronômetro, com música saindo de todo lado”.

Geraldo Vandré, Paulinho Nogueira, Carlinhos Vergueiro, Belchior

Paulinho-Nogueira-e-Toquinho-(1995)Com Geraldo Vandré, Toquinho criou uma parceria casual, na canção “Presença”, gravada no LP “Toquinho – Boca da Noite”, lançado pela RGE, em 1973.

Em 1975, completou a segunda parte de um choro, cuja primeira parte havia sido composta por Paulinho Nogueira, com letra de Vinicius de Moraes: “Choro chorado para Paulinho Nogueira”.

Por mais absorvente que fosse compor e trabalhar com Vinicius, sempre sobrara tempo e inspiração para experiências com outros letristas e músicos. Carlinhos Vergueiro faz parte dessa seqüência. Ainda junto com Vinicius, participara da criação de “Por que será?”. Depois, as lúdicas batalhas futebolísticas, honrando, ao lado de Toquinho, a camisa lírica dos Namorados da Noite, serviram de tema para “Camisa molhada”, que resgata de todo amante de futebol de várzea lembranças incomparáveis em prazer, dor e alegria. Nem por isso deixavam de encontrar alguma mulher querendo lhes dar “Lições de vida”, outra canção que fizeram juntos. “Camisa molhada” foi gravada por Toquinho no LP instrumental lançado pela Philips em 1977, “Toquinho Tocando”, enquanto “Lições de vida” vem cantada por Toquinho e Carlinhos Vergueiro no LP de 1978, também da Philips, “Toquinho Cantando”. A mais recente composição da dupla está gravada no CD “Quem Viver Verá”, de Toquinho, e tem como título “Meu canto”.

A fundamental proposta desse LP, “Toquinho Cantando”, foi revelar uma nova safra musical de Toquinho vertida de seu trabalho com Belchior. Das seis músicas dos dois, apenas uma conseguiu algum pequeno destaque, a que dá título ao disco: “Pequeno perfil de um cidadão comum”. As cinco outras constam apenas como documento, pois, complicadas na temática a partir de seus títulos ( “Alegoria das aves”, “Os doze pares de França”, “Signo estrelado”, “Salmo 78” e “Cópula do cavalo morsamor”), provariam que não seria certamente a melodia de Toquinho o campo de pouso adequado para os vôos poéticos do cearense Belchior. Na época do lançamento do LP, Toquinho explicava essa junção musical: “Conheci Belchior em São Paulo, no restaurante Carreta. Depois, convidei-o para jantar lá em casa. Aí, violões em punho, passamos a improvisar.

Toquinho-e-BelchiorFiquei logo ligado no estilo agressivo dele. Aquela ânsia de dizer tudo, o entusiasmo, a garra de nordestino rural e urbano. Mais entrosados, julguei uma conseqüência lógica trabalharmos juntos. Éramos complementares um do outro: ele, mais o verbo, a ousadia, a passionalidade. Eu, mais o sossego, o arcabouço musical, o cuidado técnico. Belchior é um cara extremamente profissional, um trabalhador incansável. Meu tempo é bem menos acelerado que o dele. Encontramos um meio termo, um entrou na personalidade do outro. Gravei essas músicas com aquele ritmo que identifica meu trabalho, com meu violão e minha concepção musical, e não saberia fazer de outra forma. Tenho certeza que se Belchior gravar qualquer uma dessas músicas, vai sair completamente diferente. Entretanto, somos pais das mesmas crianças ”.

Provindo de raízes pessoais e musicais totalmente distintas do músico paulistano, Belchior falava, na época, desse encontro: “Com Toquinho, retomei, pelo menos nessa primeira experiência, minha vertente nordestina, que é meu lado mais lírico, mais puro. Sozinho seria praticamente impossível fazer essas canções, pois a atualidade de meu trabalho me leva para caminhos bem diferentes. A que eu poderia ter feito sozinho é ‘Pequeno perfil…’, a mais urbana de todas. Um trabalho em parceria possibilita mostrar a técnica como letrista e a disponibilidade criativa. Entre nós não havia nada preestabelecido, o trabalho atingiu uma espontaneidade cujo resultado ficou a cara do Toquinho com as minhas letras”.

Francis Hime, Cacaso, Azeitona

Mesmo antes de Vinicius adoecer, Toquinho já estava procurando parceiros. No disco “Doce Vida”, o primeiro após a morte de Vinicius, surgem mais duas parcerias de Toquinho: com Francis Hime, na música que dá título ao disco, “Doce vida”; e com Cacaso, em três composições: “1 x 1″, “Segunda mão” e “Francamente. Com Francis Hime, Toquinho compôs ainda “Palavras Cruzadas”. Há uma outra canção de Toquinho com Francis Hime feita em homenagem à Joana, filha de Francis, e chama-se “Joana”, gravada no CD de Toquinho “Quem Viver Verá”.

Contrabaixista carismático, Azeitona trabalhou com Toquinho durante muitos anos, principalmente na fase dos shows junto com Vinícius de Moraes. Durante essa época, criaram duas canções: “Onde a vontade me levar” e “Recordar é viver”

Mutinho

Toquinho-e-Mutinho1Sobrinho de Lupicínio Rodrigues, grande compositor gaucho, Mutinho trocou Porto Alegre por São Paulo em 1973, quando começou a tocar na banda de Toquinho, no auge da parceria Toquinho/Vinicius. Por mais de vinte anos atuou como baterista de Toquinho, sempre num clima de harmonia e diversão, sabendo equacionar a profissão entre ginásticas, futebol, sinuca e baralho. Ao longo desse tempo, formou-se entre os dois uma forte amizade, e Mutinho constituiu-se no segundo parceiro mais produtivo de Toquinho. Têm, juntos, quase trinta canções. Vinte e poucos anos de palcos, estradas, hotéis e sinuca fizeram com que Mutinho entrasse por meandros emocionais que Toquinho não costuma desvendar facilmente. Assim é que, ansiedades e conflitos do violonista foram traduzidos por melodias de Mutinho. É o caso da “Canção pra Mônica”, sobre a qual o baterista revela detalhes de sua criação: “Eu viajava sempre com Toquinho num SP-2 amarelo que ele tinha”, lembra Mutinho.  “Eu o via numa profunda colisão sentimental, porque ele estava completamente apaixonado por Mônica, mas ainda preso a alguns laços de um amor antigo. Numa dessas viagens, fiz uma melodia de cabeça, sem pegar num instrumento, e comecei a cantar enquanto ele dirigia. Olhava o rosto dele no retrovisor e ele com os olhos molhados, disfarçando. Quando cheguei no hotel, peguei o violão, cantei sozinho a música e vi que não parecia com nenhuma outra. Olha, essa canção é para Mônica. Tu faz a letra para nós irmos lá conversar com o Bento, sugeri a ele. O Bento é aquele pai, mineiro desconfiado, estava com um pé atrás com Toquinho. Artista, fama de namorador, já tinham até trocado umas rusgas, e precisavam acertar uns papos. Nos dias seguintes o Toquinho fez a letra da música e quando chegamos em Belo Horizonte fomos à casa do Bento. Chegamos lá, e o Bento coleciona armas, e começou a nos mostrar aquele arsenal dele. Ficávamos sentados, aquele clima mineiro, tipo Guimarães Rosa, gentileza e austeridade. Aí, ele botou uma garrafa de uísque, o Toquinho chegou na sala, cantou a música e o Bento amoleceu…”.

Em 1984, o sonho de ser pai estava prestes a se concretizar para Toquinho. Iria chegar o Pedro, primeiro filho, e ele procurava um tema musical para recebê-lo. Mas parece que às vezes forma-se um hiato na cabeça do compositor, e, por mais que perseguidas, as notas musicais se distanciam da realidade a que são chamadas. Mais uma vez o amigo Mutinho tornou-se cúmplice e fala sobre isso: “Às vezes o compositor está cansado de fazer música e não acha o caminho mais original. Convivendo muito com Toquinho, sabia que ele procurava uma melodia para o filho que ia nascer. Então, numa viagem que fazíamos de trem para Milão, mostrei-lhe a melodia, num gravador. Ele ouviu, e fez uma cara de felicidade. Depois fez a letra. Ao que vai chegar é uma música linda!”.

Foto_2“Essa música é muito importante para mim”, afirma Toquinho. “É uma festa, uma festa utópica, é claro, preparada para essa pessoa especialíssima, para a qual temos um tipo de amor dentro da gente, que só sabemos e sentimos quando temos um filho. E antes disso, nem sabemos que esse amor existe. Quando vem essa criança e começamos a conviver com ela, a gente pensa: Puxa, eu podia amar tanto mais e nem sabia…. Então, essa música é um pouco isso, a descoberta desse amor que eu tinha dentro de mim e que só aflorou com a presença desse ser estranho que passei a gostar tanto, que é meu filho Pedro”. “Ao que vai chegar” tornou-se a música de abertura da novela da Globo, “Livre Para Voar”, e, evidentemente, puxava a vendagem do disco “Sonho Dourado”.

Mutinho é parceiro de Toquinho também em “Canção pra Jade”, música feita em homenagem à Jade, filha de Toquinho, nascida em 1993.
Foto_42
Em 1983, visando a continuidade de seu tabalho referente ao mundo infantil, Toquinho fez o disco “Casa de Brinquedos”, cujas músicas, com exceção de “O robô”, são todas de parceria com Mutinho. Os brinquedos ganham vida, e viram personagens que falam através de seus intérpretes. “A bicicleta” é Simone; “O robô” é o Tom Zé; “O aviãozinho” é o próprio Toquinho; os atrapalhados  “Super-heróis” são o MPB-4; “O caderno” vem na voz de Chico Buarque; “O macaquinho de pilha” se multiplica em Paulinho Boca de Cantor e Carlinhos Vergueiro; “A espingarda de rolha” é Baby Consuelo; “A bola” pula com Moraes Moreira e seu filho; “O ursinho de pelúcia” fala por Cláudio Nucci; e “O trenzinho” corre nos trilhos do conjunto Roupa Nova.

Outras músicas da parceria Toquinho/Mutinho: “Amor ateu”, “Bom sofredor”, “Escravo da alegria”, “Esse menino”, “Lembranças”, “Na terra, no céu e no mar”, “Numa só das mãos”, “O irmão do Nestor”, “Oi-lá”, “Samba pra rapaziada”, “Sem saída” e “Turbilhão”.

Elifas Andreato

Em 1986, foi de Elifas Andreato que partiu a idéia originária do mais importante entre todos os trabalhos musicais de Toquinho objetivando a criança, pois reserva para os adultos verdadeiras receitas de humanismo. Sua fonte de inspiração é a “Declaração Universal dos Direitos da Criança”, que, em síntese, são 10 princípios aprovados pela Assembléia Geral das Nações Unidas, em novembro de 1959, e até hoje, tão desconhecidos pela maioria dos povos do mundo. Cada Direito virou uma canção e as 10 canções são de Toquinho e Elifas Andreato. Falam de coisas seríssimas com a visão da criança, do jeito que a criança gosta de fazer “coisas sérias”: brincando. E, assim, brincando, mostram a importância dos Direitos da criança. São elas: “Bê-a-bá”, “cada um é como é”, “Castigo não”, “De umbigo a umbiguinho”, “Deveres e direitos”, “É bom se criança”, “Errar é humano”, “Gente tem sobrenome”, “Imaginem”, “Herdeiros do futuro” e “Natureza distraída”.

Essas músicas ficaram registradas no disco “Canção de Todas as Crianças”, lançado em 1987 pela PolyGram (Philips). Esse disco representa, sem dúvida, o mais importante trabalho que já se fez no Brasil objetivando a criança, tendo recebido da ONU uma carta como reconhecimento por essa contribuição à humanidade. Porém, a gravadora PolyGram, na época, portou-se totalmente indiferente à consecução de seu sucesso comercial. Foram prensadas apenas 5.000 cópias e não resultou nada. Seu autores, frustrados, falam sobre isso. “Empenhamo-nos com o maior carinho por esse disco”, revela Toquinho. “A idéia e as músicas são fantásticas. Teve Especial na Globo, uma produção caríssima, participaram Chico Anísio, Armando Bogus, Marieta Severo, Stênio Garcia, José Mayer, Jorge Fernando, Lima Duarte. E mesmo com todo esse elenco, o trabalho ficou mal resolvido. Ao mesmo tempo saiu o disco, a  Polygram gastou uma grana alta, sem limites. Aí, reunião marcada, fomos mostrar o disco em primeira audição para o Diretor Artístico da gravadora. Ele não compareceu. Então, percebi que ele estava pouco se importando com o projeto”.

“Para mim, esse disco foi uma grande frustração”, declara Elifas. “Fizemos um trabalho pioneiro no mundo, tratando da “Declaração Universal dos Direitos da Criança”. Em cada uma das canções conseguimos chegar a uma síntese divertida e didática ao mesmo tempo. Sempre tive essa preocupação com crianças. Antes de tudo, é um trabalho de ajuda e de conscientização. Na época em que foi lançado, 1986, algumas entidades trabalharam com o disco, especialmente a Secretaria do Menor, aqui em São Paulo, em vários programas de recuperação de jovens e meninos de rua. Era engraçado porque, quando se falava em Direito da Criança, ao invés de citar o Direito, a criançada falava o nome das canções. Essa foi para mim uma experiência que acabou revelando como o trabalho tinha sido correto. Hoje, chego à conclusão de que nós nos antecipamos no tempo, saímos na frente antes demais. Hoje, esse assunto é muito mais veiculado. Por isso, acho que temos de retomar esse projeto, que foi muito bem aceito por todos e que o esquema comercial acabou prejudicando.

As canções desse projeto ganharam uma nova dimensão em 1997, tendo sido lançadas novamente no CD “Toquinho e Convidados”, da gravadora Movieplay. Junto com Toquinho, participam desse disco, cantando, cada um uma canção, Leandro e Leonardo, Elba Ramalho, Chico Buarque, Quarteto em Cy, Maurício Mattar, MPB-4, Coral Brasileirinho, Belchior, Eduardo Dusek e Moraes Moreira.

Em 2001, as canções desse projeto foram adaptadas ao castelhano por Francisco Aguirre e gravadas por Toquinho no CD “Canciones de Los Derechos de Los Niños”: “Naturaleza descuidada” (“Natureza distraída”); “Errar es humano” (“Errar é humano”); “El ABC” (“Be-a-bá”); “Que bueno es ser niño” (“Que bom ser criança”); “Imaginemos” (“Imaginem”); “Las personas tienen um apellido” (“Nome e sobrenome”); “De pupo a pupito” (“De umbigo a umbiguinho”); “Cada uno es como es” (“Cada um é como é”); “No al castigo” (“Castigo não”); “Deveres y Derechos” (“Deveres e direitos”) e “Herederos del futuro” (“Herdeiros do futuro”).

Paulo César Pinheiro

O ano de 2000 oferecia a Toquinho a oportunidade de fazer música com um novo parceiro: Paulo Cesar Pinheiro. Parceria que fora ensaiada em várias situações, mas que só então frutificava em função de um texto de Millôr Fernandes para teatro baseado nos quinhentos anos do descobrimento do Brasil. Toquinho e Paulo Cesar Pinheiro criaram oito canções para a trilha musical da peça “Outros Quinhentos”, que teve vida curtíssima. Parece que o melhor da peça foi mesmo a trilha musical. Conhecedor profundo das histórias e das lendas que fazem do Brasil um país de lampejos de esperança e sonhos naufragados em sucessivas decepções políticas, Paulo Cesar Pinheiro, alicerçado na persuasiva melodia de Toquinho, acabou caracterizando em suas letras o ilogismo fantástico que impera em nossa nação desde a chegada dos portugueses e seus contatos com os índios até os variados tipos de cortes que têm desgovernado esse país.

Além das oito músicas que integraram a trilha da peça teatral, Toquinho e Paulo Cesar Pinheiro criaram mais quatro canções que completam as doze componentes do CD Mosaico, lançado em novembro de 2005 (Circuito Musical/Distribuidora Independente). Paulo Cesar Pinheiro fala um pouco dessa parceria e da importância do lançamento do CD Mosaico. “Em 2000, Toquinho foi convidado para fazer as músicas de uma peça de Millôr Fernandes em comemoração aos 500 anos do Brasil. Ligou para mim, perguntando se eu topava dividir a empreitada com ele.

Millôr é meu velho amigo e, de imediato, aceitei o trabalho. Apesar de nos conhecermos há mais de trinta anos, Toquinho e eu nunca fomos parceiros. Pois bem: me hospedei em sua casa em Jaguariúna, no interior de São Paulo e, em uma semana, já tínhamos esboçado cerca de oito belos temas. Dias depois, demos o arremate final. A peça estreou no Teatro Municipal de São Paulo e, por problemas de produção, só foi encenada num fim de semana. Ficamos com aquelas músicas fortíssimas engavetadas. Com pena de perdê-las para sempre, resolvemos compor mais algumas, seguindo a idéia. Percebemos, então, que tínhamos em mãos um disco maravilhoso que contava a história do Brasil. Era, por assim dizer, um ‘discoenredo’. Canção, fado, samba, canto-índio, afro, maracatu. Um verdadeiro retrato da cultura popular e da diversidade rítmica de nosso país. Uma obra atemporal e com possibilidades internacionais. Um mosaico da alma brasileira. E com esse nome, Mosaico, foi batizado o CD. Gosto demais do resultado. E sei que, em qualquer lugar do mundo e em qualquer tempo, por onde esse disco passar o Brasil estará bem representado”.

O CD Mosaico inclui as seguintes canções: “A grande viagem”, Além do mar”, “Caravelas”, “Fado”, “História do império”, “História do negro”, “Lenda”, “Marujo”, “Mosaico”, “Outros quinhentos”, “Pindorama Brasil” e “Tambor cafuso”.

Paulinho da Viola

paulinhoNa diferença dos caminhos, Toquinho conserva a marca das grandes amizades. Essa marca vem registrada no show Sinal Aberto, assinalando o reencontro dele com Paulinho da Viola num palco após trinta anos, ensejando, depois de tantos anos, uma parceria musical: o gostoso samba “Caso encerrado”.

João Carlos Pecci

Foto_13Sendo irmão de Toquinho, e escritor, João Carlos Pecci às vezes tenta penetrar no mundo das letras musicais. Dessas tentativas resultaram três canções: “Além do portão”, “Doce martírio” e “O robô”.

Algumas Parcerias Ocasionais

Toquinho e Roberto Silvestre: “Dobrando a esquina”
Toquinho, Ed Wilson e P. Sérgio Valle: “Nosso amor”
Toquinho e Quico Kalil: “Minha luz apagou”
Toquinho e Benil Santos: “E o vento levou”
Toquinho e Maurício Mattar: “Vem viver”
Toquinho, Hampar e Nani: “Só tenho tempo para ser feliz”
Toquinho e Eduardo Gudin: “Por que razão”

Toquinho e Dora Vergueiro: “Vento leste”
Toquinho e Jade Pecci: “Porta do infinito”

Toquinho: letra e música
Mesmo antes da morte de Vinícius de Moraes, já se aventurava Toquinho a colocar letras em algumas melodias. Certamente aprimorara com o poeta essa tarefa delicada de inserir palavras que se ajustem ao som da canção. Fez isso com vários parceiros, e acabou por fazê-lo também em composições próprias.

Composições com letra e música de Toquinho
“À sombra de um jatobá”, “Acorde solto no ar”, “Alô-alô”, “Caso sério”, “Corinthians do meu coração”, “Entre a loucura e a razão”, “Esquece”, “Jeito simples de ser”, “Lá no céu”, “Lindo e triste Brasil”, “Made in coração”, “Meu irmão”, “Minha profissão”, “Na água negra da lagoa”, “Na chama da cama”, “Prêmio e castigo”, “Receita de felicidade”, “Bem-me-quer”, “Nada a fazer”, “Hino do Namorados da Noite”, “Cilada do destino”, “Quem viver verá”, “A vida começa hoje” e “Quero você”.

Composições de Toquinho sem letra (instrumentais)
“Aeroporto do Galeão-1969”, “Amigo Paco de Lucia” (Part. Rogério Duprat), “Amor em paz” (Part. Azeitona e Vinícius de Moraes), “Ao pé da letra”, “Barcelona”, “Bento Chaves”, “Caminhando juntos”, “Chuva na praia de Juqui”, “De ontem pra hoje”, “Diálogo”, “Doce lembrança”, “Hotel de La Ville”, “Implorando”, “Lembrando Josh White”, “Maresia”, “Misturando idiomas”, “Penúltima hora”, “Samba do ausente (Part. Tenório Jr.), “Sem enredo”, “Suite argentina”, “Tocando pra Silvinha” e “Um abraço ao Papete”.

Versões de Toquinho para letras de outros compositores
“Linho e flanela” (“Me enamoro de ella”, de Juan Luis Guerra); “A distância” (“Lontananza”, de Domenico Modugno); “Renascerá a aurora” (de Pino Danielle).

Maurizio Fabrizio

1982, após vários anos de apresentações na Itália, Toquinho já era um nome de destaque naquele país. O empresário Franco Fontana criara a gravadora “Maracana” objetivando diretamente a música brasileira, e resolvera gravar um disco com Toquinho, com músicas novas. Para isso escolheu o músico italiano Maurizio Fabrizio, que havia vencido o festival de San Remo e que, na visão de Franco, concentrava características semelhantes às do violonista brasileiro. Do encontro dos dois resultou uma generosa parceria, material para quatro discos entre o período de 1983 e 1994. Essas canções receberam originalmente letras em italiano, a grande maioria, de Guido Morra, e poucas  de Sergio Bardotti. Depois algumas foram vertidas para o castelhano por I. Baldacchi e outras por C. Toro. Parte delas recebeu versões de Toquinho, que as gravou também em português. Toquinho conta como teve início essa parceria:– Quando o Franco decidiu investir nesse disco, surgiu a grande controvérsia: a parceria. Ele arriscou no Maurizio Fabrizio. Eu não sabia quem era o Maurizio – explica Toquinho. – Não o conhecia, nunca o tinha visto. Aí, o Maurizio me telefonou do Aeroporto de Congonhas: “Eu estou com uma blusa amarela, uma calça cinza e uma mala marrom te esperando”. E eu: “Vou estar com um carro prata”. Cheguei, olhei, lembrei das dicas, ele me viu, nos acenamos, e pronto. Fomos para casa e ele dormiu um pouco. Quando acordou, almoçamos – isso no dia em que ele chegou – e eu tinha uma pianolinha, uma coisinha ridícula – ele toca piano – então peguei meu violão e disse: “Nós temos que fazer músicas. Vamos combinar uma coisa: o que você não gostar daquilo que eu faço, me fala. E o que eu não gostar do que você faz, eu falo. Tudo bem?”. Ele concordou e começou a mostrar uma música. Achei meio chata a primeira parte, mas quando ele entrou na segunda parte, eu gostei, lembrava a primeira parte de “Uma rosa em minha mão”, que fiz com Vinicius, em 1974, para a novela “Fogo Sobre Terra”, da Globo. Então, toquei para ele, que, em seguida, começou com a segunda parte da música dele. Uma se encaixou na outra, naturalmente, na primeira tentativa, era a primeira música que ele me mostrava… Assim, gastamos nem três minutos para fazer a música que seria conhecida como “Acquarello”, em italiano, que é a nossa “Aquarela”. Achei bonita, me animei, e nos outros dias fizemos umas oito melodias. Maurizio voltou para a Itália para criar os arranjos e trabalhar com o letrista, o Guido Morra, que fez as letras de todas as nossas canções. Quando cheguei na Itália, em novembro de 1982, para fazer a temporada de shows e gravar o disco, nunca me esqueço, estava num restaurante e eles apareceram com todas as letras já datilografadas. “Vamos mostrar todas as letras para você, e deixar por último, aquela pela qual todos estão encantados”. Eu não confiava nessa música como música de sucesso, nem imaginava isso. Para mim, era só uma canção de meio de disco. Então, me mostraram todas as letras e, por fim, a última: “Acquarello”. É uma letra mágica: desperta a criança que carregamos dentro de nós, reforça o romantismo da amizade, aviva as delícias de se ganhar o mundo com a rapidez moderna, e, por fim, nos alerta para o enigma do futuro que guarda em seu bojo a implacável ação do tempo, fazendo tudo perder a cor, perder o viço, perder a força.  Gravei o disco e fizemos o lançamento em Sanremo – conta Toquinho. – Depois da primeira apresentação de “Acquarello”, começaram a pipocar comentários os mais maravilhosos, o disco saiu com 30 mil cópias, que se esgotaram no segundo dia. Essa música tem realmente um aspecto emocional muito forte, um apelo comercial, as pessoas ouvem e se envolvem. De repente, o Franco passou a me telefonar: “Olha, a música estourou por aqui, está nos primeiros lugares das paradas”. Voltei lá para fazer promoção, aí, ninguém segurou mais. Fui o primeiro artista brasileiro a ganhar um Disco de Ouro na Itália – 100.000 cópias, como aqui. Virei artista popular fora do Brasil! Então, resolveu-se gravar a música em português. Quando conheci a letra, ainda na Itália, me empolguei em fazer a tradução. Sabia que encontraria dificuldades, pois é uma letra grande, as rimas tinham de ser precisas. Mudei muita coisa na forma de dizer, para poder conservar em nossa língua, a mesma magia atingida pelo Morra, em italiano. E começou a sair um negócio bonito, nem eu mesmo sabia o que era. Mesmo assim, achava a letra muito grande. Mas não deu outra coisa. Saiu aqui e foi outro estouro igual. Na Espanha, a mesma coisa. Na Argentina, na França, em todo lugar. Aqui no Brasil virou tema de publicidade, tarefa de escola para a criançada, e até hoje é exigida e cantada nos shows, como na época de seu lançamento. “Aquarela” foi um marco em minha carreira, como seria na de qualquer outro – continua Toquinho. – Uma coisa definitiva na vida de um compositor. “Aquarela” é uma música que tem algo melhor, quem sabe a força da ingenuidade infantil ligada a um encanto popular que emociona. O primeiro acorde já levanta as pessoas. Consolidou-me, tanto na Itália como aqui, na América do Sul e na Europa. A partir daí as pessoas me reconheceram também como instrumentista, tornei-me popular.Músicas de Toquinho e M. Fabrizio com letras em italiano de Guido Morra
“Acquarello” (Participação: Vinícius de Moraes), “Bella la vita”, Cattive compagnie”, Cartolina”, “Com te amico” (Participação: Mutinho), “Cose che passano”, “Qualcuno”, “Dentro”, “Gente sospesa”, “In fondo al mare”, “In tournèe”, “La calma delle cose”, “La vecchia guardia”, “Le storie di uma storia sola”, “Marcia de Annalia”, “Periferia”, “Piove, piove”, “Questa vita canzone”, “Relato”, “Sciasciado”, ”Signorina”, “Um amore” e “Verrà il giorno”.Músicas de Toquinho e M. Fabrizio com letras em italiano de Sergio Bardotti
“Il mio sogno va lontano”, “Il viaggiatore del sogno” e “Ricetta”.

Músicas de Toquinho e M. Fabrizio vertidas para o castelhano por I. Baldacchi
“Acquarello” (“Acuarela”); “Cattive compagnie” (“Cautiva compañia”); “Com te amico” (“Contigo amigo”); “Cose che passano” (“Cosas que ya no van”); “Gente sospesa” (“Gente sencilla”); “Le storie di uma storia sola” (“La historia de uma historia sola”); “Signorina” (“Muchachita”) e “Verrà il giorno” (“Vendra el dia”).

Músicas de Toquinho e M. Fabrizo vertidas para o castelhano por C. Toro
“Cualcuno” (“Alguién”); “Dentro” (“Dentro”); “Il mio sogno va lontano” (“Mi sueño”); “Il viaggiatore del sogno” (“El viajero del sueño”); “In tournèe” (“En tournèe”); “Piove, piove” (“Llueve, llueve”); “Questa vita canzone” (“La canción de la vida”); e “Ricetta” (“Consejo”).

Músicas de Toquinho e M. Fabrizio vertidas e gravadas por Toquinho em português
“Acquarello” (“Aquarela”); “Bella la vita” (“Vôos da vida”); “Cartolina” (“Cartão postal);  “Cose che passano” (“Coisas do coração”); “Cualcuno” (“Ao sabor do vento”); “Dentro” (“Dentro”); “Il mio sogno va lontano” (“Sonhos cruzados”); “Il viaggiatore del sogno” (“Mistura de cores”); “In tournèe” (“Em tournèe”); “La vecchia guardia” (“Idade média”);  “Marcia di Annalia” (“Sonho dourado”); “Piove, piove” (“Sol e chuva”); “Questa vita canzone” (“Estranha magia”) e “Ricetta” (“Receita de vida”).

Sadao Watanabe

sadaoNo sax de Sadao há um Japão voltado especialmente para o Brasil, desde que conheceu Sérgio Mendes em San Francisco, na Califórnia, em 1965. Veio a São Paulo pela primeira vez em 1968, e se apaixonou definitivamente pela música brasileira. A peculiaridade, o estilo do músico brasileiro trouxeram-no ao Brasil por várias vezes. Conciliando esse interesse pela música de Toquinho a uma forte amizade, Sadao acabou inaugurando um outro ramo da carreira internacional do violonista brasileiro: o Japão. Levou Toquinho três vezes para lá, onde trabalharam e compuseram juntos. Toquinho fala a respeito: “Por volta de 1983 ou 84, não me lembro bem, Sadao veio ao Brasil fazer entre-vistas com vários compositores, para a TV japonesa. Telefonaram-me e eu fui para o Rio me encontrar com ele, a quem já conhecia de nome. Logo que nos vimos, Sadao pegou o sax e começou a me mostrar o ‘Samba de volta’, e eu passei a acompanhá-lo como se já nos conhecêssemos e tocássemos juntos há muito tempo. Foi uma i-dentificação imediata, afetiva e musical, que logo deu frutos profissionais. Naquela época, no verão, Sadao alugava um clube no Japão durante um mês e mantinha espetáculos levando artistas americanos, europeus e brasileiros. Então, em 1986, fui para lá fazer uma temporada no ‘Bravas’s Club’. Deu-se nosso primeiro encontro profissional. Nossa ligação se fortaleceu e ele me convidou para gravarmos, nesse clube, um disco ao vivo, cuja produção foi dele, como também a idéia do título do disco, sugestiva e bonita: ‘Vamos juntos’. Através de Sadao, voltei ao Japão mais duas vezes para realizar temporadas por algumas cidades japonesas. E entre a segunda e a ter-ceira viagem, gravamos um outro disco aqui no Brasil, o ‘Made in coração’, no qual aparecemos definitivamente como parceiros. Fiz letras para uma série de canções de Sadao”.

Músicas de Toquinho e Sadao Watanabe
“Bons momentos”, “É simples te querer”, “Filho meu”, “Inquieto amor”, “O que passou, passou”, “Sentimentos iguais” e “Saudade de Elis”.

Outras Parcerias

Toquinho e Pino Daniele: “Outra história”
Toquinho e Pierre Barrou: “Manhã do Rio”
Toquinho e Sergio Jodice: “Brasiliando” (em italiano) e “Quem”
Toquinho, Rizzo, Rainbow e Silvestro: “Ringrazio Dio”, em italiano, com versão de Toquinho para o português: “Nas asas de um instrumento”
Toquinho e Sierguéi Iessiênin: “Até logo, companheiro” (versão de Augusto dos Anjos) (Homenagem a Maiakóvyski).

Antonio Skármeta

Antonio Skármeta é um renomado diplomata e escritor chileno. Seu maior sucesso literário é “O carteiro de Neruda”, adaptado para o cinema com o título para o Brasil de “O carteiro e o poeta”, filme que ocasionou ao seu principal protagonista o “Oscar” de melhor ator. Interessado pela música brasileira, e tendo conhecido Toquinho numa de suas apresentações no Chile, Skármeta passou a considerar a possibilidade de uma parceria entre os dois, a qual se tornou uma realidade. Uma canção dessa parceria foi gravada no recente CD de Toquinho, “Quem Viver Verá”, e tem o título de “Obra de arte”. As outras canções estarão num outro CD a ser gravado durante o ano de 2012.

Próximo >>

17 Respostas

  1. Anna

    Disculpe la molestia pero,con uma lua cheia como la de esta noche…impossível não lembrar da canção e desse violão que ficou tão triste. Linda noite. Abraço lunático.

      1. Anna

        Si!! y es muy bonita! Siempre me hace recordar las lecciones de solfeo que hacía con mi abuela. Yo no lo sé explicar y no sé si es buena o mala la comparación, pero esa canción me recuerda a mis clases de solfeo. Gracias por las respuestas. Feliz navidad y un gran año nuevo.

  2. Andréa Caetano

    Olá Toquinho
    Sempre gostei de suas músicas … No dia 24 de setembro, haverá uma mostra cultural de bossa nova no Colégio que leciono e a minha turma do 3º ano fundamental 1 uma turma de 15 alunos de 9 anos falarão sobre você. Estamos pesquisando tudo sobre você, estamos aprendendo muitas coisas… Parabéns por tudo ! Um abraço.

  3. Anna

    Gracias por la noche de ayer en Barcelona. Por favor transmitan mis agradecimientos a Maria Creuza por su cariño y su voz. Larga vida a todos vocês. Abraço de agradecimento.

  4. Marina

    Oi Toquinho, acabei de ver sua entrevista no Jô!! Ficamos babando com sua facilidade de tocar violão!! Quando teremos um show seu junto ao Ivan Lins aqui no RJ?? Bjao

  5. Ana

    Toquinho, meu filho adora vê-lo tocar. Ele é apaixonado por suas músicas e espera que um dia você venha até Los Angeles para podermos vê-lo. Abraços

    Ana Qubain. ( nasci no Rio e moro aqui desde 2011 )

  6. Astrid

    Adorei este site. Contem tudo o que se deseja saber sobre o artista. Bem completo, fácil de entrar e manusear…
    Toquinho merecia esse presente nos 50 anos de sua carreira.
    Abraços ao Toco e João com carinho. Parabéns pelo talento de ambos Astrid

Deixe um Comentário para Marina Cancelar Comentário

História da corte // Mosaico (Circuito Musical, 2005)
  1. História da corte // Mosaico (Circuito Musical, 2005)
  2. Negro Rei // Mosaico (Circuito Musical, 2005)
  3. Fado // Mosaico (Circuito Musical, 2005)
  4. Além do Mar // Mosaico (Circuito Musical, 2005)
  5. Marujo // Mosaico (Circuito Musical, 2005)
  6. Pindorama Brasil // Mosaico (Circuito Musical, 2005)
  7. A grande viagem // Mosaico (Circuito Musical, 2005)
  8. Outros Quinhentos // Mosaico (Circuito Musical, 2005)
  9. Mosaico // Mosaico (Circuito Musical, 2005)
  10. Descobrimento // Mosaico (Circuito Musical, 2005)
  11. Tambor Cafuzo // Mosaico (Circuito Musical, 2005)
  12. Lenda // Mosaico (Circuito Musical, 2005)